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Diácono Daniel vivencia expectativa por sua ordenação presbiteral

daniel 01Nesta semana, ele completa 27 anos de idade. E qual seria o melhor presente, depois de nove anos de estudos, idas e vindas, distante de casa, fazendo pastoral em diferentes comunidades, que celebrar sua Ordenação Presbiteral daqui alguns dias?

É mais ou menos assim que o diácono Daniel Zilli Da Rolt define sua expectativa para o dia 2 de julho, dia em que irá se tornar padre pela oração consecratória e imposição das mãos do bispo Dom Jacinto Inacio Flach.

Daniel nasceu em 23 de junho de 1989, em Içara. Até ingressar no seminário, em 2008, sempre viveu com a família na comunidade de Morro Bonito, interior do município, onde está sendo construído o Santuário Diocesano do Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, escolhido para acolher pessoas de toda a Diocese de Criciúma que irão participar de sua ordenação, com início às 15 horas.

Chamado à vocação surgiu ainda na infância

Na comunidade atendida pela Paróquia São Donato, Daniel aprendeu dos pais e avós os valores cristãos, a oração e o gosto por participar das coisas de Deus. “Minha avó paterna foi uma grande incentivadora da fé: incentivava a ir à igreja e a rezar, dava livro de cantos mesmo que não eu ainda não soubesse cantar, mas tinha que acompanhar. Ela nunca expressou isso, nunca deixou claro, mas tenho certeza de que no coração dela, ela já cultivava um neto para, futuramente, ser padre”, recorda o neto.

Daniel também foi catequista e participou de Grupo de Famílias. A vocação para o sacerdócio surgiu aos 10 anos de idade, numa celebração na igreja, quando se encantou ao ver o seminarista Alexandre Borges, que na época auxiliava padre Oscar Pietsch, animando e tocando violão.

Em 2005, o primeiro convite foi feito pelo pároco da época, padre Marcos Rech, que, numa visita à comunidade para confessar os fiéis, olhou para Daniel e para seu amigo, hoje padre Gabriel Dalmolin, e perguntou se não gostariam de participar de um estágio vocacional. “O reitor era o padre Ludgero Feldhaus, que me acolheu muito bem. Fiquei um final de semana no seminário e, para mim, foi um pouco difícil, porque me bateu uma saudade e voltei para casa. No domingo, quando o padre me questionou se eu queria entrar no seminário no ano seguinte, eu disse que não. Padre Ludgero disse que as portas do seminário estariam abertas se eu resolvesse voltar”, recorda.

Muito tempo não passou, depois de Daniel ter voltado a trabalhar na roça com os pais, ter conseguido emprego em um supermercado da cidade e vivenciado a experiência do namoro, até que uma voz voltou a ressoar em seu coração. “Estava tudo tão bom, mas ao mesmo tempo, faltava alguma coisa: havia um vazio existencial dentro de mim que, fui descobrir, de novo, era o chamado, a vontade de entrar no seminário. Conversei com padre Marcos, na metade do ano 2007, e ele conversou com o gerente e com minha família. Deixei tudo de lado e voltei para o seminário, em 2008”, relembra.

Naquele ano, Daniel estudou no Seminário Propedêutico, em Caravaggio. De 2009 a 2011, no seminário de Filosofia, em Brusque, e de 2013 a 2015, no seminário de Teologia, em Florianópolis. Na Diocese de Criciúma, auxiliou as paróquias Santo Agostinho, de Rio Maina; Nossa Senhora da Natividade, de Cocal do Sul; e Santo Antônio, de Quarta Linha. Na Diocese de Blumenau, fez pastoral na comunidade Santa Rita, da Paróquia São Pedro, em Gaspar. “Durante três anos desenvolvi meus trabalhos nesta comunidade. Neste período de estágio pastoral, sempre fui disponível às necessidades da comunidade. Além de conduzir a celebração da Palavra, visitava as famílias, os doentes, participava do grupo de jovens, como também na formação de novas lideranças”, conta.

Diácono tem certeza da vocação

Um misto de alegria e ansiedade toma conta do diácono que, desde o início deste ano, atua na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Urussanga. “É um momento de emoção. Estou muito feliz. Sou um jovem realizado com a vocação. Às vezes, muitas pessoas dizem: ‘Estás contente? É isto que queres mesmo?’ Nove anos dá para a gente pensar muito bem naquilo que a gente quer, e eu quero ser padre”, pontua.

Lema recorda a missão do profeta Jeremias

O lema escolhido pelo jovem para a ordenação presbiteral vem do livro do profeta Jeremias. “Sempre me chamou a atenção o profeta Jeremias, a simplicidade e a humildade desse jovem, pois quando Deus fala com ele, ele diz que é pequeno, que é criança, que não sabe falar, que não está preparado e Deus diz: ‘Eu vou te capacitar’. Por isso escolhi como lema para minha ordenação sacerdotal ‘Eis que ponho minhas palavras em tua boca’ (Jr 1,9). Porque eu, como sacerdote, quero anunciar a Boa Nova, a palavra de Deus, e não aquilo que eu acho ser verdade – minhas palavras, mas a palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo”, explica.

Futuro padre quer estar próximo do povo

Como sacerdote, Daniel afirma que deseja, muito, ajudar as pessoas. “Hoje a gente vê o quanto as pessoas têm sede da palavra de Deus, de uma bênção, da presença do padre na casa, no trabalho, na família. Quero ser esse padre presença na vida das pessoas, ser um pastor que está aí para ajudar a Igreja, pregar os valores cristãos que, na sociedade em que vivemos, está se deixando de lado lá na base, nas famílias, mesmo. A gente vê muitas famílias quebradas, então nossa missão de sacerdote é essa: acompanhar o povo de Deus. O papa Francisco está pedindo muito isso: ser padre da misericórdia, ser um pastor da acolhida que vai ao encontro das ovelhas”.

Primeira missa no Santuário

A primeira missa a ser presidida pelo candidato será no domingo, 3 de julho, às 10 horas, no Santuário em Morro Bonito. No mesmo dia, ele preside missa às 18h30min na igreja matriz de Urussanga.

Texto/Fotos: Bibiana Pignatel Baesso / Comunicação Diocese de Criciúma

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