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A busca da felicidade

Tão antiga quanto o mundo, a busca da felicidade faz parte da vida de todas as pessoas em todos os tempos. Nisso, todas são iguais. No entanto, surgem as diferenças quando se faz a pergunta: o que é felicidade? É aí que as coisas complicam.
Se procurarmos no dicionário, encontraremos como sinônimo de felicidade um sentimento de alegria, de contentamento, de sentir-se bem, de sentir-se realizado, etc. No entanto, isso não basta para que saibamos o que é felicidade, já que o que faz uma pessoa se sentir bem nem sempre é o mesmo que produz idêntica sensação noutra pessoa.
Os gregos, já na antiguidade, tentavam definir o que pode fazer o homem feliz. Os movimentos filosóficos socráticos, platônicos, estóicos, assim como Aristóteles, para que a felicidade seria a eudamonia, concordavam, apesar das diferenças entre eles, que ser feliz é praticar a virtude do conhecimento que permite ao homem transcender às vicissitudes do cotidiano e, assim, encontrar uma “paz” ou serenidade ou tranqüilidade que caracteriza o homem feliz.
O pensamento grego, marcado pelo dualismo, influenciará o pensamento ocidental e cristão trazendo a idéia de que a felicidade não pode ser alcançada plenamente neste mundo e que somente após a morte é que se pode ser feliz para sempre. Nessa linha estão as propostas de se buscar a felicidade por meio de espiritualidade que possibilitem vencer os limites, os sofrimentos, a vulnerabilidade que impedem a quem vive neste mundo sentir-se bem, sentir-se realizado. Nesse sentido ditado: “Dinheiro não traz felicidade” continua a ser uma regra de vida para muitas pessoas.
A pergunta inicial, no entanto permanece: o que traz a felicidade? Será que não se pode ser feliz aqui e agora?
Parece que a resposta pode ser buscada na contribuição dos gregos quando falavam que o homem pode ser feliz a partir do conhecimento.
Pensamos que esse conhecimento seja a capacidade e a habilidade em viver de maneira consciente, ou seja, sendo capaz de descrever as contingências que estão em operação nos diversos momentos de nossa vida cotidiana.
Não se trata, evidentemente, de algo alem desse mundo como se fosse um eco da visão dualista que permeia várias maneiras de pensar na atualidade.
Trata-se, antes, de uma maneira de encarar a vida e seus acontecimentos com realismo, procurando controlas as contingências de modo a serem mais reforçadoras do que coercitivas e, portanto, portadoras de sentimentos de bem-estar, realização e não de mal-estar, ansiedade ou angústia que tem sua origem no controle coercitivo.